Comunidade
A vida cristã sem o convívio comunitário, da porta para dentro do templo, é facilmente conduzida à inconstância de doutrina. Sirvo-me do cardápio conforme minha vontade. Os laços de amizade construídos em comunidade devem fortalecer a fé individual e coletiva. O problema é que a imensa maioria das pessoas que entra em uma igreja estão mais preocupadas em si do que no comunitário. Não são convertidos.

A conversão pressupõe a mudança de atitude. Na era do individualismo e da exacerbação das emoções, Jesus nos convida para uma caminhada com os nossos semelhantes, amando uns aos outros e construindo relacionamentos saudáveis. Ser cristão não é ser conforme a sociedade dita. Nem ser como o politicamente correto pressupõe. Ser cristão é seguir uma disciplina diária de meditação e comunhão, alegria e vibração, louvor e adoração, testemunho aos crentes e não crentes e ser sustentado por Deus em toda e qualquer situação. Quantos de nós estamos dispostos a construir relacionamentos assim? Em nossos dias parece difícil, quiçá impossível. Mas isto é ser cristão. Mais que dividir o mesmo espaço de culto, é dividir a vida com o nosso irmão de fé, se abrindo para ser transformado pela convivência diária com aqueles que, como nós, estão sendo transformados paulatinamente pelo Espírito Santo e sendo transformados em imagem de Cristo para o mundo.
Eles seguiam uma disciplina diária de cultos no templo, seguidos de refeições nas casas. Cada refeição era uma celebração vibrante e alegre, com muito louvor a Deus. O povo da cidade apreciava o que via. Todos os dias, o número deles aumentava, e Deus acrescentava os que iam sendo salvos. (Atos 2.46–47)


