Nos reconhecendo
Fomos chamados para proclamar, não para frequentar
Somos uma Igreja. O que isso implica? Implica em se reconhecer quem se é. Ser Igreja não é uma mera adesão a uma instituição religiosa com endereço, CNPJ e horários fixos de atividade. Ser Igreja é ser chamado e separado por Deus. É o que nos chama atenção o apóstolo Pedro:
Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia. (1 Pedro 2.9-10)

Antes não éramos, agora, que Deus nos chamou, somos povo de Deus. Não somos “raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus” para vivermos sentados em nossos bancos de Igreja, desfrutando daquilo que voluntários que servem no culto oferecem, a saber, limpeza, recepção, som, luz, música, aulas, sermão, liturgia, etc.
Somos o que somos “a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. Aqui, ouso recorrer ao verso oitavo para dizer: Cristão que não proclama, é pedra de tropeço: “Pedra de tropeço e rocha de ofensa. São estes os que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos.” (1 Pedro 2.8).
Cristão é eleito por Deus para proclamar que há luz em meio às trevas da existência humana! Luz do mundo: Jesus Cristo! A eleição não é para desfrutar, mas para serviço!
2025: tempo de servir! Tempo de nos reconhecermos como nação santa, não pela exclusividade das bênçãos que recebemos, mas pelo privilégio de exercer o sacerdócio real e servirmos com alegria ao nosso Senhor Jesus Cristo!
Texto para o boletim mensal da 5ª Igreja Presbiteriana Independente de Sorocaba, edição de julho de 2025


